sexta-feira, 31 de julho de 2009

AS MÁGICAS E MISTERIOSAS TRILHAS CELTAS

AS MÁGICAS E MISTERIOSAS TRILHAS CELTAS
Texto de Lilly Rose. Adaptado de Pesquisas de Lilly Rose e Andy Baggott, Rituais Celtas, Editora Madras. Imagem 1 Fonte: www.intute.ac.uk - Imagens 2 e 3 Fontes: www.google.com - Imagem 4 Fonte: www.remosworld.net


AS MÁGICAS E MISTERIOSAS TRILHAS CELTAS

Quando nos deparamos com o Estudo de Antigas e Sábias Civilizações como os Celtas, de início ficamos a imaginar; que fascinantes, pacíficas e mágicas Vidas possuíam aquelas pessoas...

Sim, não restam dúvidas de que Civilização e Cultura Celtas deixaram-nos um Legado fantástico, rico em Tradições, Conhecimento e Reverência à Natureza.

Contudo ao nos aprofundarmos um pouco mais em tais Legados, descobriremos que "ser um Celta Vivo", era verdadeira e invejável proeza. Já "ser um Celta Morto" era tarefa bem mais fácil, e por vezes não muito digna de ser lembrada.

Pois os Celtas, priorizavam além do Respeito à Natureza, também a Coragem e a Honradez. Logo era bem melhor ao "Falecido" ter sido em Vida Honesto, Honrado e Destemido. E com uma História digna de ser contada a seus Descendentes. Caso contrário, tornaría-se exemplo de vergonha e covardia para sua Família e futuras Gerações.

GUERREIROS CELTAS - AMOR À NATUREZA, CORAGEM E HONRADEZ


E o que dizer então das viagens constantes, que necessitavam fazer os Celtas ? Eis aí outra grande aventura de Coragem e Sobrevivência.
Aqueles ( 1.800 Anos A.C aproximadamente ) eram tempos difíceis. Quando um Celta partia em viagem já sabia que inevitável seria, ter de embrenhar-se em trilhas meio a matas fechadas para chegar ao seu Destino.

Estas matas cobriam praticamente toda a Antiga Bretanha. E muitos Caminhos levavam o viajante incauto à tribos inimigas, tocas de Animais ferozes ou Portais para o Mundo Etérico, de onde dificilmente podería-se retornar...

Portanto ao decidir-se por uma viagem, um Celta deveria saber exatamente sua rota e como evitar os prováveis perigos de seu percurso.

Celtas não possuíam mapas ou bússolas, mas tinham algo muito melhor, e de causar inveja ao Homem Moderno. Para orientar um Viajante, os Celtas valiam-se dos "Fili".

"Fili" integravam uma Ordem singular dentro da Classe dos Sacerdotes Celtas, os Druídas. Os "Fili" eram Homens considerados verdadeiros " Atlas Caminhantes ".

UM JOVEM FILIDH AGUARDANDO ALEGREMENTE UM VIAJANTE


Eram eles desde a mais tenra idade, escolhidos para um Disciplinado Treinamento de Memória. Uma vez encerrado tal Aprendizado um "Filidh" ( singular de Fili ), galgaria mais 12 Anos de estudo a fim de memorizar 250 Histórias primárias e 100 secundárias. Tais Histórias, ofereciam ao Viajante 350 Mapas precisos de diversas regiões Bretãs, detalhando nelas trilhas com pontos estratégicos para uma rota segura.
Tais como marcos populares da época, perigos conhecidos, locais para repouso, todos perfeitamente anotados na memória do "Filidh".

Muitas das trilhas Celtas eram chamadas de "Caminhos ou Trilhas do Dragão" ou "da Serpente", pois estavam ligadas diretamente à Matriz Energética da Terra. Alguns destes Caminhos eram considerados Locais Sagrados como Glastonbury, Ridgeway que culminava em Avebury.

Mas mesmo com as sábias orientações dos "Fili", o Viajante Celta não estaria livre de todos os perigos que espreitavam sua rota.

OS BELOS, SEDUTORES E PERIGOSOS CAMINHOS ENCANTADOS


Cruzando as Trilhas do Dragão haviam outros Caminhos conhecidos como "Os Caminhos Encantados". Estes Caminhos eram habitados por Seres Etéricos (principalmente Fadas, Elfos, Duendes, Gnomos e Ondinas). E diferentemente das Rotas do Dragão, eram trilhas difícéis de serem identificadas.

Os "Caminhos Encantados" levavam facilmente um Viajante cansado a extenuar-se por completo, seguindo por exemplo uma Bela Fada. Ou ainda, perdería-se definitivamente ao deparar-se de súbito com a "Bruma ou Névoa Encantada", que o levaria para todo sempre ao Reino Etérico...

As chances de tais infortúnios ocorrerem, tornavam-se cada vez maiores se o Viajante não demonstrasse respeito aos Seres Etéricos e à Natureza. Então era sempre prudente ao adentrar em Terras Mágicas, o Viajante deixar de bom grado enquanto seguisse seu rumo, alguma oferenda ao Mundo Encantado. Como pequenos Cristais para Fadas e Gnomos, Flores para Elfos e Ondinas, ou Alimentos e objetos coloridos para Duendes.

Assim garantía-se a segurança na travessia pelos "Caminhos Encantados" e deles sairía-se ileso, retomando seu rumo pelas Confiáveis "Trilhas do Dragão".

Todas estas Histórias devem ser hoje encaradas por nós como Sábias Parábolas, que nos mostram e ensinam claramente a necessidade e importância de respeitarmos e preservarmos nossa Divina Mãe-Terra.


Aromas de Rosas...

Lilly Rose