domingo, 4 de janeiro de 2009

QUEM TEM MEDO DAS FLECHAS DE CUPIDO ?


Texto de Lilly Rose.
Inspirado e adaptado de diversos Autores incluindo o Artigo de www.cupidoonline/cupido.htm (Comemorativo ao Dia de São Valentim, 14 de Fevereiro)

Imagem 1: Fonte - glimboo.com
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QUEM TEM MEDO DAS FLECHAS DE CUPIDO ?

O Deus Cupido tem sua Origem nas Tradições Greco-Romanas, conhecido entre os Gregos como Eros, fruto da união da Deusa do Amor Afrodite com seu Amado Ares, o Deus da Guerra.

Já entre os Romanos, Cupido era tido como filho da mesma Deusa, com diferente nome Vênus e seu pai, não seria Ares ou Marte, e sim o Deus Mensageiro Mercúrio.

Cupido sempre representou uma figura Mitológica inesquecível desde os mais remotos tempos de nossa Civilização até os dias atuais.
Figura esta marcante para todos os Enamorados dos Mundos Mortal e Etérico.

Identificamos Cupido normalmente como uma bela criança tranquila, mas mágicamente travessa simultaneamente. Com asas de Anjo a voar por algures, a lançar suas setas certeiras aos corações incautos ou desprevenidos.

Já no Livro " Mythologie Grecque "( Editions Toubi's ), Cupido assume a forma adulta de um Jovem de beleza rara de nome Eros, visão magnética da masculinidade perfeita, nú, de asas douradas com sedosos cabelos encaracolados. Sempre munido de seu Arco encantado, capaz de lançar flechas Mágicas para espalhar pelo Cosmos, o mais Belo Sentimento que existe, o Amor.

Dentro ainda das Antigas Tradições Greco-Romanas Cupido ou Eros seria mais belo que o próprio Apollo, Deus da Beleza Perfeita Masculina, filho do Poderoso Deus Zeus ou Júpiter, Rei de todos os Deuses do Lendário Olimpo, morada dos Deuses Gregos.

A Magia de Cupido era extremamente poderosa, pos nascia do Amor Incondicional a tudo que existia.

Para nós Mortais ela se manifestaria, ao despertar os sentimentos mais Nobres de Nossa Alma, e entre outros benefícios auxiliaria os Enamorados a desvendarem os Mistérios do Mágico e Verdadeiro Amor.

Cupido tinha também a capacidade de adoçar e amansar os mais duros e bravios corações, até dos mais céticos Mortais trazendo para suas Vidas Amor, Beleza, Bondade e Esperança no Divino. Enfim dando-lhes um Nobre Propósito por que lutar ou Viver...


Mas como nem tudo mesmo no Reino Etérico era ou é, um pleno e plácido mar de rosas, um dia Cupido deparou-se com aquilo que perturba a todos os Homens, até mesmo Homens de natureza Divina.

Cupido ou Eros, apaixonou-se perdidamente por um linda Jovem Mortal de nome Psyché ( tradução literal para o Português, Borboleta ) que de tão bela, suscitou também o ciúme da Mãe de Cupido, Afrodite ou Vênus.

O BELO E MÁGICO CASAL DOS ENAMORADOS EROS E PSYCHÊ

Conhecida como a Deusa do Amor e da Beleza, Vênus fêz de tudo para separar o apaixonado casal, pois Psyché assim que deitou seus olhos em Eros, de pronto enamorou-se também irreverssívelmente pelo Belo Deus do Amor.

O Amor entre Eros (ou Cupido)e Psyché era tamanho, que ambos passavam dias e noites um a admirar a beleza interior e exterior um do outro, e juntos iam assim descobrindo as Magias de um Eterno Amor.

Pyschê certa feita, à noite enebriada com o Amor que os envolvia, a sentir seu amado a dormir tão próximo de si em seu leito, acorda e acende uma lamparina para melhor ver seu Amor, porém inadvertidamente derruba em seu corpo uma gota de óleo da lamparina e assim o belo Eros acorda!

Movido pelas palavras enciumadas de sua Mãe Vênus, Eros acreditou que com tal gesto Psychê tencionava causar-lhe algum mal. E com este errôneo pensar, castiga sua amada e destina-lhe ao abandono eterno, longe de seu Amor.

Desesperada, a inocente Psychê recorre a Vênus na tentativa de resgatar o perdão e o Amor de seu amado Cupido.
Vênus então, percebendo que a Jovem a tudo estava disposta para reconquistar seu Amado, lhe destina as mais árduas tarefas, para conseguir o perdão de Cupido.

Certa de que a Jovem não conseguiria dar cabo de todos os desafios, Vênus a perceber que a cada desafio, surgia uma nova vitória de Psyché, resolve então lançar mão do mais perigoso e temido dos Encantamentos Etéricos.

Enviou Psyché ao Reino dos Mortos, com uma pequenina caixa, onde deveria capturar para dentro deste objeto toda a beleza de Perséphone, esposa do Senhor das Trevas, Plutão.

Psyché aceita, mas antecipadamente é alertada por bondosos Espíritos de Luz, a não prosseguir com tal desmedido desafio, tamanhos seriam os perigos aos quais ela estaria exposta, e ainda advertiram-na que se aceitasse esta dura prova, jamais abrisse a caixa a ela entregue por Vênus...

Mas infelizmente o Amor por Eros e sua curiosidade foram muito maiores e Psychê, ignorando as advertências dos Bons Espíritos, chegou ao Mundo dos Mortos e abriu o que jamais deveria ter sido aberto ....

Ao abrir a caixa, ao invés de conseguir aprisionar a Beleza de Perséphone, Psychê deparou-se com o pior dos Encantamentos, o Encantamento do Sono Mortal.

Quando o apaixonado e arrependido Cupido soube do traiçoeiro destino de sua Amada, correu até ela, encontrando-a em seus últimos suspiros!
De pronto Cupido utilizou-se de sua Magia Etérica e retirou de Psychê o Sono Mortal, recolocando-o na caixa de Vênus.

Arrependido e em lágrimas Cupido pede perdão à sua Amada, que é claro com seu coração puro, entende todos os motivos ilusórios que o levaram a dela desconfiar e o perdoa com Amor e Paixão.

O APAIXONADO CUPIDO PEDE PERDÃO À SUA AMADA PSYCHÊ



Ao perceber a Força do Amor que unia Cupido e Psychê, que a todas adversidades resistiu, Vênus arrependida por seu egoísmo compadeceu-se finalmente dos Eternos Enamorados, pediu perdão a ambos, e agraciou a Psychê com a condição de Deusa.

Após este belo Momento junto ao Grande Zeus no Olimpo, Vênus realizou para seu amado filho, o mais Mágico e lindo Casamento entre as Nuvens Plácidas do Céu.

Aromas de Rosas Vermelhas...

Lilly Rose