quarta-feira, 9 de abril de 2008

A FADA MORGANA OU MORGAN LE FAY


Texto adaptado do Livro das Fadas e dos estudos de Rosane Volpatto.

Imagem gentilmente cedida por Rosane Volpatto.

Uma das lendas mais polêmicas da Antiguidade Européia é a da Fada Morgana ou Morgan Le Fay, sua imagem foi distorcida e mal interpretada pelo Cristianismo do Século XII, e ainda assim permanece até os dias atuais. A principal razão para esta aversão Cristã à Fada Morgana se deve ao fato da bela Fada ter tido um filho com seu irmão, o Grande Rei da Grã-Bretanha de então, Rei Arthur da Távola Redonda, ou como assim ficou conhecido ao longo da História.

Temos que levar em consideração que no Século XII, dentro da Sociedade e Religião seguidas por Arthur, Morgana e suas 9 irmãs, o Incesto, que para os parâmetros atuais em qualquer Religiao hoje seria crime, naqueles tempos era visto como um Ato Ritual Sagrado dentro da Nobreza e na Religião Vigente.
Segundo tal doutrina o casamento de Morgana e Arthur foi considerado um Matrimônio Sagrado, no qual a vida sexual da Mulher seria dedicada à uma Deusa Tríplice da Morte, Ressurreição e do Nascimento.

Morgana era uma Fada extremamente bela, mais bela que suas 9 irmãs. Sabia usar todas as plantas mágicas para a cura de doenças do corpo. Possuía também a capacidade mágica de mudar de forma, voar pelo Ar e ainda encontrava tempo para ensinar Astrologia para suas 9 irmãs.
Morgana aprendeu os grandes Mistérios da Magia e Astronomia junto ao grande Mago da época, Merlin.

Entre os Povos Celtas a Figura de Morgana é associada à de uma poderosa Deusa, ou a Rainha de Avalon, como é sempre lembrada.
Em sua última Batalha Arthur foi levado por Morgana, que cuidou dos ferimentos do amado irmão com o zelo de uma mãe e consoladora espiritual, mais tarde o levaria com suas 9 irmãs para o Repouso dos Imortais no Reino de Avalon.

Ainda hoje na Europa a figura de Morgana é associada a de uma mulher forte e destemida, além de também ser lembrada como " a Mulher mais Ardente e Sensual da Grã-Bretanha".

Outros tempos, outros valores...

Aromas de Lírios do Campo...

Lilly Rose